O Arauto do Principado de Sofia foi concebido como um periódico institucional do Poder Moderador com a finalidade de estabelecer um contato oficial mais próximo com a população sofista e intermicronacional. Essa tarefa tem sido alcançada mês a mês, graças ao esforço de nossos colaboradores, em especial o Marquês de Beauvais e o Duque de Gaspè.
Durante todo esse tempo, pudemos traçar retratos da conjuntura sofista e produzir verdadeiros relatos históricos dos fatos mais relevantes para a Monarquia Sofista. Pois bem, agora esses registros ganham um lugar de destaque: todas as edições d'O Arauto podem ser consultadas a qualquer momento no sítio oficial do Principado.
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia
Alterado o Código Nobiliárquico
No dia 9 deste mês S. A. R. o Príncipe Monarca promulgou o Decreto Real que alterou alguns artigos do Código Nobiliárquico sofista.
A primeira alteração foi no número de arquiduques permitidos. Ao invés de 1, o novo texto possibilita tantos arquiduques quantos forem os ex-monarcas sofistas, já que reserva esse título aos príncipes aposentados.
A segunda alteração diz respeito à aceitação de títulos estrangeiros por cidadãos sofistas. Foi retirada da lei a palavra "aceitar", mantendo a obrigatoriedade do sofista consultar o Príncipe Monarca apenas na hora de usar um título dado por nação estrangeira, permitindo assim que ele aceite e agradeça o agraciamento sem mais demora, e sem a necessidade de aprovação do soberano.
A terceira mudança diz respeito à hereditariedade. O código estabelece que só são herdeiros de título de nobreza os descendentes do falecido, e na inexistência destes - ou ausência da nação - serão herdeiros os irmãos ou seus descendentes, proibindo assim que um título venha a passar em linha ascendente de qualquer grau. Além disso, traz o novo texto que, a princípio, qualquer título será herdado no grau de barão, não importando o grau no qual estivesse na morte do antecessor. Essa alteração põe fim à possibilidade de hereditariedade direta nos assentos do Conselho dos Nobres, mas conserva ao Príncipe a decisão de elevar ou não esse título no momento da transferência de titular.
O Código ainda expressa a imortalidade dos arquiduques quanto a questões nobiliárquicas, alterando assim a Lei da Morte Micronacional, aprovada e sancionada no fim de 2006, que estabelece as regras pelas quais um ex-cidadão será considerado micronacionalmente morto em Sofia. Assim não importa quanto tempo os arquiduques permanecerem fora do principado, nem se mudarão de identidade, pois sempre que retornarem terão os privilégios de arquiduques, os tratamentos dispensados e os assentos imediatos no conselho dos Nobres.
A última alteração diz respeito ao número de filetes do elmo representado no Brasão Nacional. Em vez de sete, passaram a ser seis filetes dourados sobre o escudo vermelho com a flor-de-lis branca no centro.
#psofia revogado
Através do Decreto Real 02/07 S. A. R. o Príncipe Monarca revogou o capítulo da lei 111/04 que regulamentava o uso do canal #psofia. Na prática, a revogação significa o abandono do canal de IRC como canal oficial do principado. O canal não era usado há muito tempo, e estava sendo mantido apenas por motivos históricos.
O Decreto acaba, enfim, com os problemas enfrentados por muito tempo com a manutenção do registro do referido canal e estabelece o término das reincidentes polêmicas acerca de sua existência.
Promulgado acordo entre
Sofia e Porto Claro
Foi promulgado no dia 9 de fevereiro o Acordo Tecnológico entre o Principado de Sofia e a República de Porto Claro. Através dele Porto Claro cede a Sofia seu Sistema de Controle de Imigração e o Sistema de Controle de Emissão de Registros de Empresas e Cidadãos, e dará o apoio técnico necessário a sua implantação.
Em retribuição, Sofia se compromete em ajudar futuramente Porto Claro nas áreas social e econômica, e dar crédito dos sistemas cedidos nas páginas oficiais sofistas.
O acordo foi assinado pelos dois chanceleres em dezembro de 2006, sendo em seguida aprovado pelos parlamentos nacionais dos dois países e pela sanção do Conselho dos Nobres de Sofia.
Referido acordo é demonstração de que os esforços por desenvolver um cenário de amizade e cooperação no ambiente intermicronacional tem dado resultados. Apesar das animosidades e atitudes agressivas que alguns Estados insistem em manter, acordos como esse demonstram que há aqueles que encontram a otimização de suas nações não na belicosidade, mas na união e boa-fé entre diferentes nacionalidades.
Novo Rei das Armas
S. G. Marcelus Silva, Marquês de Nouvelle Labrouste, foi nomeado novo Rei das Armas de Sofia em Ordenação publicada no último dia de São Valentim, 14 de fevereiro. O marquês sucedeu S. A. o duque de Gaspè, sir João Henrique Schell Ribas de Freitas Alves, que deixou o cargo em junho do ano passado. S. G. Marcelus Silva tinha precedido sir João Henrique na mesma função.
Logo após a nomeação o Rei das Armas solicitou a todos os interessados que lhe enviassem os assuntos pendentes que quisessem tratar.
Um salário para o Príncipe
Dando ouvidos a uma discussão pública travada em Lista Nacional, o Primeiro Ministro de Sofia, sir Nelson Barbosa, promulgou uma Medida Provisória que concede uma verba mensal de Me$ 400,00 ao chefe do Poder Moderador, S. A. R. o Príncipe Monarca.
A quantia é equiparada ao que é recebido pelo Primeiro Ministro, pelos juízes e pelo Chanceler, e ainda deve ser aprovada pela Assembléia de Fanes nas próximas semanas.
Até esta data o trabalho dos Príncipes de Sofia tinha sido totalmente gratuito.
Atentados reais
Neste mês Sofia foi abalada pelos seguidos atentados contra a vida micronacional de S. A. Jorge Casagrande Delli, duque de East-Point e ex-monarca sofista. Suspeita-se que houve sabotagem em seu veículo, o que ocasionou o acidente quando se dirigia à província de Menier, e que o levou a ser internado no hospital. Ao sair, antes de chegar em casa, o duque foi novamente agredido por motoqueiros não identificados, que acertaram rajadas de tiros por todo o seu corpo, o que o levou à morte aparente.
A situação não deixa de nos lembrar alguns famosos casos de atentados envolvendo a realeza macromundial, e que por vezes tiveram final feliz.
Talvez o mais famoso atentado real da história tenha sido o que ocorreu em Sarajevo, na Bósnia, em 1914. Nele um estudante ultra-radical bósnio disparou dois tiros contra a carruagem onde estavam o herdeiro do trono austro-húngaro, Franz Ferdinand, e sua esposa, Sofia. Um tiro acertou o arquiduque, outro atingiu a barriga da arquiduquesa, que estava grávida. Culpando os sérvios pelo assassinato dos sobrinhos, o imperador Francisco José decidiu atacar a Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial.
Poucos sabem, entretanto, que a esposa do mesmo Francisco José, a famosa imperatriz Sissi (personagem de filmes no anos 50) foi assassinada com uma punhalada no coração por um anarquista italiano, quando visitava Genebra em 1898.
Alguns anos antes, em 1881, foi a vez do Czar da Rússia sofrer um atentado. Um grupo de terroristas chamado Narodnaya volya se opunha às reformas que o Czar Alexandre II vinha introduzindo no país. O grupo exigia uma revolução socialista, e como as medidas do Czar beneficiavam o povo russo acreditavam que isso distanciava a sua revolta contra o regime. Após ter escapado de outros atentados, o Czar morreu quando sua carruagem explodiu nas ruas de São Petersburgo.
Mais atrás, na França do século XVII, encontramos outro regicídio. Henrique IV, o controverso rei que era católico, se tornou protestante e depois retornou ao catolicismo, e que teve anulado seu casamento com a Rainha Margot, foi morto a punhaladas por um fanático, enquanto sua carruagem estava parada no trânsito das ruas de Paris. Segundo se conta, morreu sem dar nenhum grito.
De volta ao século XX um outro assassínio real chocou as cortes européias. Em fevereiro de 1908, enquanto seguia em cortejo com a Família Real pelas ruas de Lisboa, o rei Carlos I foi atingido fatalmente por tiros vindos da multidão. O herdeiro, D. Luiz, sucedeu o pai no trono durante alguns minutos, mas como também foi ferido no tiroteio morreu logo em seguida. O filho mais novo, o infante D. Miguel, ferido no braço, acabou herdando o trono lusitano. A Guarda conseguiu matar os regicidas, ligados ao movimento republicano, que acabaria por triunfar dois anos depois.
Nem sempre os conspiradores obtinham o resultado desejado. O rei D. José I de Portugal escapou ileso do atentado preparado para ele por membros da nobreza lusitana, em 1758. Dele o rei saiu triunfante, junto com seu ministro marquês de Pombal. Os supostos conspiradores foram presos e executados, seus bens confiscados e suas propriedades destruídas, ainda que até hoje se levantem dúvidas sobre os verdadeiros culpados.
Também no Brasil houve um atentado real. Em 15 de julho de 1889 a Família Imperial saía do teatro de Sant'ana no Rio de Janeiro. Em meio à multidão que se acotovelava para saudar o imperador e a imperatriz, ouviu-se um "Viva a república". O delegado quis tomar providências, mas D. Pedro II não permitiu que nada fosse feito. Em seguida, quando o casal já estava dentro da carruagem, foi disparado um tiro. O pretenso regicida, um estudante português, foi preso mais tarde, e foi libertado da cadeia logo após o golpe de 15 de novembro, ainda que não se tenha notícia de sua ligação com o movimento republicano.
Fala do Trono
O Principado de Sofia está em franca evolução.
Mediante uma revolução silenciosa, nossas instituições estão recebendo os aperfeiçoamentos necessários, frutos do consenso entre nossos colaboradores. Sem perder toda a estabilidade necessária à segurança nacional, estamos - todos os nobres - engajados no sentido de aprimorar nossas normas e rever nossos procedimentos. Temos dado mais atenção ao debate e nosso sucesso pode ser aferido pelos resultados no último mês. Conseguimos revitalizar e re-equipar a Chancelaria, solucionar problemas de longa data com tecnologias ultrapassadas, selar um importante acordo de cooperação intermicronacional e modernizar nosso Código Nobiliárquico. É muito para tão pouco tempo e é preciso congratular todos os envolvidos. É claro que é preciso dar mais passos em direção ao futuro, talvez ousar um pouco mais, mas tudo isso sem perder nossos vínculos com nossas tradições. S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia
Grão-Colar da Ordem da Flor-de-lis
Duque de Port Hope
O Arauto Diretor-Geral: Diretor de Redação: Produção: Contatos: |