-31 de maio de 2007 -

O Arauto chega neste mês de maio trazendo, mais uma vez, assuntos do interesse de nossa Monarquia. Identificar os símbolos que imprimem seus traços em nosso cotidiano e conhecer a história de figuras monárquicas pode nos ajudar a viver melhor nossa realidade institucional.
Que aproveitem muito bem a leitura!
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca
 
 
Desafio de História Micronacional e Sofista

 
S. A. R. Lucius I
 

Dando efetividade a um projeto que vinha sendo programado há vários meses pelo Casal Real, a Princesa Consorte deu início ao tão aguardado Desafio de História Sofista e Micronacional.

O referido concurso consiste em um "quiz" com perguntas a respeito de pequenos detalhes da história Sofista e de outras nações da lusofonia. O objetivo é trazer à tona nomes e datas que foram importantes na construção do micromundo como o conhecemos hoje, revelando nomes obscurecidos pelo tempo e ressaltando fatos que nos trouxeram até os dias atuais.

As perguntas, é preciso dizer, não são das mais fáceis e poucos conseguirão responder à maioria delas. É preciso uma boa dose de cabelos brancos ou então muita pesquisa!

O vencedor terá prêmios à altura. Além do valor pecuniário, receberá um Título de Doutor em História Micronacional 'honoris causa' da Universidade de Sofia.

Boa sorte a todos!
 
Sofia tem novo barão
 
 
S. A. R. o Príncipe Monarca confirmou,  no dia 1 de Maio, a sucessão hereditária de S. G. Julius Adamatti Paris no título de barão de Brantford.
 
O título foi criado originalmente na pessoa de seu pai, S. G. Hugo Paris, em Novembro de 2002, por S. A. R. Felipe I. Em Agosto de 2003 S. A. R. Casagrande I elevou o título para Conde de Brantford, grau no qual permaneceu até a morte micronacional do titular em Março deste ano.
 
A confirmação põe em prática as alterações feitas este ano no Código Nobiliárquico, levando em consideração a lei da Morte Micronacional, aprovada no fim do ano passado. Atualmente o herdeiro direto de um nobre falecido pode receber com maior facilidade o título de seu antecessor, herdando sempre no grau de barão.
 
 
O vermelho e o branco
 
 
Um curioso poderá já ter notado algo em relação às cerimônias envolvendo os parlamentares de Fanes e os lordes do Conselho. Esses dois grupos têm por tradição, já há mais de dois anos, o uso de capas nas grandes solenidades: os parlamentares usam uma capa vinho, os lordes uma capa branca. Algo de especial?
 
A cor branca tem desde a antigüidade o significado da pureza. Nos tempos do rei Salomão a brancura da neve simbolizava a limpeza necessária a qualquer coração. Na Europa, como se tornaria célebre em Roma, a roupa branca era indispensável aos homens públicos que deviam se mostrar respeitáveis. De lá vem a palavra candidatus, que significa literalmente vestido de branco.
 
O vermelho, por sua vez, tem uma longa tradição de representar a nobreza. Simbolizava a bravura dos grandes guerreiros, como o sangue derramado nos campos de batalha. Utilizado sempre na ornamentação de brasões e objetos relacionados à realeza, serviu de forro para tronos mantos e coroas. É a cor usada há muitos séculos pelos cardeais, considerados na época os príncipes da Igreja, sendo mesmo reservada do povo comum até a Idade Média.
 
Mas enfim chegamos a Sofia. Temos novamente o branco da pureza e o vermelho da nobreza representados nas roupas de cerimônia, mas dessa vez de forma pouco usual. O que se esperaria, o branco aos políticos e o vermelho aos lordes, foi invertido. O principado de Sofia, uma monarquia parlamentarista, um dos maiores guardiões da democracia no Micromundo, como demonstração da sua segurança e estabilidade confere o vermelho aos parlamentares, e o branco aos nobres. Os representantes do povo na Assembléia de Fanes demonstram que a nobreza dos sofistas reside na sua própria democracia, no orgulho das instituições e no papel fundamental de cada pessoa no funcionamento do país. Os lordes do conselho demonstram que a pureza é um componente indispensável para o exercício do seu ofício de guardiões e conselheiros da monarquia, necessária para alcançar os graus mais elevados e adquirir a valiosa confiança do monarca.
 
 
Consortes que marcaram a história
 
 
No macromundo, assim como no micromundo, o povo de um país tem e teve sempre uma relação bastante marcada com seus monarcas e, especialmente, com as consortes. Fossem imperatrizes, rainha, princesas ou mesmo amantes, a amada do monarca era capaz de despertar paixão ou ódio nos corações populares, algumas com papel fundamental na história da civilização.
 
Catarina de Médici - Filha de Lourenço II de Médici, sobrinha do papa Clemente VII, rainha da França como esposa de Henrique II, poucas mulheres tiveram tanto poder na França quanto essa consorte. Durante o reinado de seu marido foi obscurecida pela amante dele, Diane de Poitiers, mas após a viuvez baniu a adversária do reino. Seu filho mais velho, Francisco II, reinou por poucos meses, e com sua morte a regência absoluta da França ficou nas mãos da rainha-mãe durante a minoridade do seu outro filho, Carlos IX. Hoje não se duvida que tenha usado de todos os recursos - incluindo assassinatos - para manter o poder e a segurança da família Valois no trono francês, palco de sangrentas batalhas religiosas no século XVI. Foi mãe de três reis, já que Carlos IX morreu sem herdeiros, deixando o trono ao irmão mais novo, Henrique III. E mesmo após o assassinato deste, conseguiu manter o prestígio da família com o casamento de sua filha Margarida (a rainha Margot) com o futuro rei, Henrique IV. Após a morte de Catarina, o próprio Henrique elogiou sua firmeza e o uso de todos os recursos para assegurar o direito de seus filhos. Sem a mão forte de Catarina num período tão conturbado, o destino da França teria sido diferente. Seu gosto pelas artes e sua influência na moda (originou os saltos altos e a moda dos espartilhos) também perduraram durante séculos e deixam marcas até hoje.
 
Maria Antonieta - Igualmente interessada em moda, mas de caráter oposto foi Maria Antonieta. Casada com o rei Luís XVI, a arquiduquesa austríaca sempre tentou permanecer alheia às questões políticas e administrativas do reino da França. Conhecida por sua vaidade e pelas festas que apreciava, Antonieta nunca abandonou a via na qual fora criada na corte vienense. O povo faminto, conhecendo o mundo de sonhos em que vivia a rainha, a escolheu como símbolo maior de suas desgraças, culpando-a por todos os problemas enfrentados no país - safra ruim, altos impostos, falta de comida, nobreza parasita. O mundo à parte de Maria Antonieta só foi abruptamente interrompido com a Revolução Francesa, a qual ela não compreendia a princípio. Mantida presa no palácio de Paris, assistiu a diminuição drástica dos poderes do marido, e teve seu fim traçado definitivamente com o auxílio de sua família na tentativa de controlar a revolução. Foi guilhotinada em 1793.
 
Catarina, a Grande - Princesa alemã, a jovem Sofia converteu-se à fé ortodoxa para casar-se com o herdeiro do trono russo, assumindo o nome de Catarina. Nunca se conformou com a vida conjugal, nem com a impossibilidade quase certa do marido de gerar um filho. O filho do casal, segundo algumas fontes, era filho de um de seus amantes, legitimado pelo marido traído. Quando a velha Czarina morreu e o esposo se tornou Czar, Catarina manteve sua vida independente e seus protegidos. Aproveitando o descontentamento de vários setores da sociedade, Catarina moveu um Golpe e assumiu o trono, em nome de seu filho pequeno, ficando viúva 3 dias depois. Mesmo depois que seu filho chegou em idade de governar, Catarina nunca deixou o poder, conseguindo uma legitimidade incontestável. Protetora de artistas, amiga de filósofos, Catarina foi uma das monarcas mais esclarecidas do século XVIII, ganhando o título de "Grande", nunca antes dado a uma mulher.
 
Carlota Joaquina - A famosa esposa de D. João VI, princesa e rainha do Brasil, foi um dos personagens mais significativos da época colonial. Casada aos 10 anos, teve inúmeros filhos, alguns certamente de amantes. Odiava o Brasil, tentando evitar a fuga e tramando pela volta urgente da corte à Europa. Viveu todo o exílio separada do marido, e quando este morreu, já em Portugal, tramou para que seu filho preferido, Miguel, tomasse o trono da sobrinha. Derrotados mãe e filho, D. Pedro I do Brasil conseguiu implantar a democracia em Portugal promulgando uma Constituição. A rainha nunca aceitou sua posição, nem jurou obediência à Constituição, por isso vivendo presa até sua morte, em 1830. De temperamento forte, Carlota considerava-se a legítima rainha da América espanhola, enquanto sua família estava presa por Napoleão. Suas intrigas políticas, mais que as amorosas, trouxeram constantes preocupações ao rei, que conhecia bem as artimanhas da esposa e conseguia contornar as ciladas armadas por ela.
 
Wallis Simpson - A mulher que nunca foi rainha, mas que valeu um reino, Wallis Simpson foi esposa do duque de Windsor, o ex-rei Eduardo VIII da Inglaterra. Eduardo assumiu o trono com a morte do pai, George V, às vésperas da II Guerra Mundial. Solteiro e cobiçado, seu coração foi conquistado por uma norte-americana divorciada chamada Wallis. Pelas seculares leis da Inglaterra o rei não pode se casar com uma mulher divorciada (o divórcio não é reconhecido pela Igreja Anglicana), e por isso a situação de Eduardo era incompatível com o trono. Decidido em ficar com sua amada, Eduardo VIII abdicou formalmente do trono britânico em 1937, exilou-se na França e lá se casou com Wallis. Wallis acompanhou o marido em todas as ocasiões - na Alemanha, quando tentava negociar a paz com Hitler; quando foi governador das Bahamas. Ficou viúva em 1972, e morreu em 1986. Está enterrada próximo ao túmulo do marido, sob a inscrição "Wallis, duquesa de Windsor". Nunca pôde usar o tratamento de Sua Alteza Real, situação que foi sempre dolorosa para o duque.
 
 
Abrindo as portas
 
 
Não foi concluída nenhuma votação no plenário do Conselho Real dos Nobres no mês de Maio de 2007.
 
Lordes presentes:
Marquesa de New Glasgow - S. G. Fernanda Nunes Delli DOF - Lady maior
Duque de Port Hope - S. A. R. Lucius I CGCoF
Duque de Sherbrooke - S. A. Manoel Augusto S. R. F. Alves CCF
Duque de Gaspè - S. A. João Henrique S. R. F. Alves CDF
Marquês de Fontainebleau - S. G. Fernando Delli
Marquês de Nouvelle-Labrouste - S. G. Marcelus Silva
Marquês de Beauvais - S. G. Valentim S. da Costa
 
 
A Fala do Trono
 
 
Nota-se que a face do micronacionalista tem mudado.

Por toda parte, o antigo cenário de puro debate e movimentos políticos tem dado espaço cada vez maior para um outro elemento agregador: a Cultura!

Há quem diga que se trata da perda de qualidade da atividade micronacional como simulação macronacional. Há ainda quem consiga diagnosticar nessas novas características apenas mais uma fase pela qual devemos passar. Por fim, há aqueles que acreditam que a simulação de sociedade só ganha em privilegiar elementos de cultura micronacional, estabelecendo uma realidade no micromundo que vai muito além da preocupação com o micro-Estado.

Confesso não estar seguro do poder explicativo de quaisquer das avaliações que são feitas, mas tenho certeza de algo: o Principado de Sofia tem se mostrado capaz de remodelar-se em face desses novos desafios, mesmo quando outras nações infelizmente não encontram meios de se manter.

Seja proporcionando cursos e concursos, estimulando relações econômicas, instigando a criação de associações e turismo interno e intermicronacional.

Eis nosso diferencial, sobre o qual devemos agora depositar esperanças: nossa Cultura!
 


S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia
Grão-Colar da Ordem da Flor-de-lis
Duque de Port Hope

 

O Arauto
Registro: 188.01.00.06/2006

Diretor-Geral:
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia

Diretor de Redação:
S. G. Valentim S. da Costa
Marquês de Beauvais

Produção:
S.A. João Henrique S. R. F. Alves
Duque de Gaspè

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