- 6 de abril de 2006 -


De maneira mais geral, é preciso dizer que os desafios enfrentados pelo Poder Moderador não têm sido mais brandos. Contudo, é preciso reconhecer que nossas instituições já estão muito mais maduras e são mais capazes de lhe dar com os problemas de maneira mais eficiente e valorosa. Uma demonstração disso disso é que o periódico institucional do Poder Moderador, O Arauto do Principado de Sofia, chega à sua segunda edição.

Os louros da primeira edição serviram-nos de grande incentivo para que fizéssemos todo o possível para que o nível de excelência fosse mantido e alçado. Esperamos ter conseguido, também nesta edição, atender as expectativas de nossos cidadãos. Fazemos votos de que tenhamos alcançado a qualidade adequada para que este periódico fosse, pelo micromundo, um meio apropriado pelo qual as demais nações podem conhecer um pouco melhor o jeito sofista de vivenciar o micronacionalismo.

Meus sinceros agradecimentos às nossas equipes, que têm transformado, a cada dia, sonhos em realidade.

Apreciem a leitura.



#Sofia e #PSofia


por S. A. R. Lucius I



Os canais de IRC já foram - ao lado das listas de e-mail - uma das maneiras mais importantes de interação entre os cidadãos da lusofonia. Várias nações possuíam canais, que se configuravam como verdadeiros cenários nos quais amizades eram firmadas, conflitos instalados, conspirações armadas e descobertas. O Principado de Sofia notoriamente possuía um dos canais mais movimentados do micronacionalismo, cheio sempre de sofistas, amigos e inimigos, sempre muito empolgados nas brincadeiras e debates.

O curioso do IRC é que ele possibilitava um meio menos formal, mais pessoal e intimista, para a troca de informações e experiências. Ali tantos bons relacionamentos começaram e alguns golpes foram tramados.

Fato é que, em face de percalços, o Principado de Sofia perdeu seu antigo canal #sofia, antigamente definido como o oficial. A impossibilidade de retomar o referido canal obrigou a Assembléia de Fanes, em estratégia bastante interessante, a modificar a declaração de oficialidade sobre o canal tomado em benefício do "PSofia, passando este a gozar da indicação legal como patrimônio nacional. Ao longo dos anos, o embate problematizou ainda mais a situação com o detentor do canal #sofia, inviabilizando absolutamente sua reconquista.

Como brincadeira do destino, o canal #PSofia veio a ter, a princípio, desvio semelhante. Vinícius Januzzi, até então sofista vinculado aos poderes nacionais, havia mantido o registro do canal #PSofia até que, em face da acusação do cometimento de ato ilícito, veio a deixar o Principado de Sofia, levando consigo o canal oficial.

Temerosos de ver a história se repetir, representantes do Poder Moderador buscaram conversar com Januzzi a fim de ver o canal retornar ao patrimônio nacional. A recepção de Vinícius a nossos intentos não poderia ser melhor. Ele reconheceu nosso direito de propriedade sobre o #PSofia e mostrou-se ávido por devolvê-lo a mãos sofistas. Dito e feito! Após os devidos comandos e prazos exigidos pela Brasnet - organização que controla os registros dos canais de IRC, servidora que é do sistema - houve a transferência, no dia quatorze de março deste ano, do canal oficial do Principado de Sofia, o #PSofia, ao Príncipe-Monarca, Sua Alteza Real Lucius I.

Retomado aquilo que nos é oficial, continuamos na busca - já quase satisfeita - pelo histórico canal #Sofia. O canal, que foi registrado por cidadão portoclarense, já está passando pelos devidos procedimentos técnicos e, em breve, poderemos contar com essa nova vitória, graças ao empenho das equipes vinculadas ao Poder Moderador e da cooperação dos amigos de Porto Claro. É toda uma página da história sofista que pode ser virada. Preocupações que podem deixar de ocupar o centro de nossas atenções e passar a registro histórico de nossos feitos.

Ficam somente os votos de que, de fato, os cidadãos do Principado de Sofia usufruam desse novo velho meio de comunicação que podemos lhes oferecer e que se instalem no devir, em nossos canais de IRC, mais uma dezena de amizades e atritos. Bom chat a todos!

Parlamento convoca Chanceler de Sofia


O Chanceler de Sofia Manoel Augusto Schell Ribas de Freitas Alves, duque de Sherbrooke, foi convocado pela Assembléia de Fanes no último dia 25 a prestar informações sobre as relações externas do Principado.

A pauta da convocação tem como principal objetivo ouvir os esclarecimentos acerca do relacionamento de Sofia com o Reino Insular da Normandia e com o Sacro Império de Reunião. As relações sofistas com o Estado Normando, turbulentas desde sua fundação até julho de 2002, quando foi oficialmente reconhecida pelo principado. No entanto, a nomeação de um embaixador para o reino despertou acaloradas reações em vários sofistas, que alegavam a posse do monarca normando de um canal que fôra do principado de Sofia, reações que resultaram no não envio do embaixador nomeado e, posteriormente, numa viagem diplomática do próprio Chanceler ao país normando. Já a respeito de Reunião o motivo foi o embargo feito pelo principado, através da OMU e conjuntamente com outras nações.

Além disso estão previstos na pauta diversos temas sobre o exercício das relações exteriores e sobre o quadro da chancelaria real.

A convocação do Chanceler foi recebida com reprovação por parte da população sofista. O motivo foi a recém reprovação da dita convocação, numa votação imediatamente anterior na Assembléia de Fanes. Reprovada então a medida, o presidente da Assembléia, S. G. Leonardo Reis de L. A. F. Habermas, visconde de Fairview, lançou mão de um Decreto Legislativo recolocando a convocação para decisão dos parlamentares.

Como o Chanceler de Sofia já havia se apresentado voluntariamente para responder às questões, a alegação do presidente do parlamento de que simplesmente estava atendendo as disposições de ordem para o comparecimento voluntário do duque de Sherbrooke não foi aceita por muitos.

De toda forma, a apresentação do Chanceler tem solucionado pendências e dissolvido críticas. Não restam dúvidas de que nossas relações exteriores estejam em muito boas mãos.


S. A. R. Lucius I visita Portugal e Algarves


O Príncipe Monarca de Sofia, S. A. R. Lucius I, está em visita ao Reino Unido de Portugal e Algarves, onde está sendo recebido pelo Fidelíssimo Monarca D. Felipe IV.

O objetivo da viagem, que havia sido marcada já há algum tempo, era a princípio apenas evidenciar o apreço que nossa nação tem pelos amigos lusitanos. No entanto, em face de acontecimentos internos daquele país, a viagem configurou-se tanto mais como uma demonstração de solidariedade e amizade; a conjuntura fez revelar, de fato, o quanto nos é valiosa essa amizade e tornou evidente o quanto o Estado sofista apóia a nação portuguesa - que, forte, acabou por sair de suas tormentas ainda mais soberana.

Em demonstração de deferência do Estado português ao povo e instituições sofistas, S.A.R. Lucius I recebeu inúmeras homenagens, incluindo um desfile militar, ao qual assistiu acompanhado por S. A. o duque de Sherbrooke, chanceler de Sofia, e por S.A.R. Waleska Habermas, que também se encontra em visita àquela nação. Após o desfile, o rei lusitano promoveu um banquete no palácio de Santa Clara, tendo S. A. R. Lucius I como convidado de honra.

O Príncipe recebeu ainda a Grã-Cruz da Real Ordem dos Três Leões, da Ordem, da Justiça e da Liberdade, momento no qual D. Felipe IV agradeceu ao soberano e ao povo sofista a amizade entre os dois povos.

Código Nobiliárquico em votação


Foi posto em votação no último dia 25, na Assembléia de Fanes, um projeto de lei visando modificar o Código Nobiliárquico de Sofia. Segundo o visconde de Fairview, autor do projeto, ele viria para corrigir uma falha do Código ao permitir a existência de Apenas um arquiduque na nobiliarquia nacional, título este reservado aos ex-monarcas.

O projeto encontrou resistência logo ao ser anunciado. Segundo o marquês de Beauvais, Valentim S. da Costa, Mestre de Cerimônias do Poder Moderador, o que existe não é uma falha, mas uma restrição muito rígida no Código. Também o parlamentar Felipe Fonte, arquiduque de São Lourenço, solicitou que, sendo a matéria de competência direta do Poder Moderador, não fosse decidida apenas pelos parlamentares.

A intervenção do arquiduque foi reforçada pela mensagem dirigida pelo príncipe, S. A. R. Lucius I, à Assembléia de Fanes. Nela, S. A. R. solicitou que a medida não fosse aprovada. Transcreve-se abaixo a mensagem de S. A. R. Lucius I:

"O projeto é um dispositivo que visa alterar o Código Nobiliárquico. Tenho, em face dele, duas cousas a dizer."

"A primeira é que, como se trata algo que se refere a uma esfera de atividade do Poder Moderador, ou seja, a outorga de títulos nobiliárquicos, acho que não é muito adequado que o Parlamento interfira, afinal de contas o Poder Moderador possui uma capacidade legislativa - a de emitir Decretos Reais - justamente visando a sua autonomia no que se refere à conformação política e estrutural da face monárquica do Principado."

"A segunda é de que já há algumas semanas, nós do Poder Moderador estamos trabalhando numa norma que reforme quase todo o Código Nobiliárquico, suprimindo alguns problemas que a experiência nos foi mostrando ao longo destes meses. Alterá-lo, mediante a aprovação do projeto abaixo, seria atropelar o desenvolvimento de nossa reforma, mais global."

Conforme solicitado pelo Príncipe Monarca, o projeto foi rejeitado pela maioria dos parlamentares.


IV Festival de Prosa e Poesia Sofista


Acontecerá na Lista Nacional de Sofia, entre 15 e 30 de Abril, o mais prestigiado e tradicional festival artístico do principado.

O FPPS está sendo organizado por S. A. R. Waleska, princesa consorte de Sofia, e já teve seu regulamento publicado:

1. Todos os trabalhos devem ser lançadas na lista nacional de sofia, psofia@yahoogrupos.com.br, com o assunto [FPPS] - Categoria - Nome da Obra e assinatura ao final do texto;
2. É permitida a participação de turistas, desde que estejam em turismo em Sofia nos dias do campeonato;
3. Não valem textos, poemas e imagens de outros autores;
4. Data do início do festival: 15 de Abril de 2006
5. Data do término do festival: 30 de Abril de 2006
6. Resultado: 05 de Maio de 2006
7. Serão escolhidos 3 vencedores por cada categoria: Prosa & Poesia, Contos e Imagens

A organização está em busca de patrocinadores para o evento, que tem como apoio principal, desde a primeira edição, a Corte Heráldica de Sofia.


Sendo nobre



Este mês surgiu em Sofia uma discussão acerca dos modos de comportamento que se espera comumente de um "nobre". Um nobre, atualmente, deve ter bons modos, educação, elegância, se vestir e falar bem, ter um bom conhecimento sobre diversos assuntos, enfim, Mas esse conceito, como qualquer outro, tem em si profundas marcas de construção, que moldaram a palavra ao longo de vários séculos.

De fato, a diferença entre o comportamento que se imagina ter um nobre hoje e os modos de um nobre do século XV é brutal. Podemos ter um exemplo, exagerado mas revelador, num filme chamado "Os viajantes do tempo" (Just visiting, 2001). Nele um conde francês do século XIII e seu servo conseguem, através de um feitiço, chegar aos Estados Unidos do século XXI. Entre várias situações cômicas o conde (confundido com um nobre atual, descendente dele próprio) vai a um restaurante acompanhado de sua descendente e o noivo dela, e a certa altura devora toda a comida sem usar talheres ou ligar pra nenhum mandamento da boa educação, momento em que o noivo comenta com a moça: "você não disse que seu primo era um nobre?!", espantado com a maneira que o conde se comportava.

Mas quando houve essa mudança de associação? Quando nobreza passou a significar não mais um estado de poder e de comando, mas principalmente um nível de educação?

A resposta não é tão simples, e deve ser investigada com cuidado. Poderíamos voltar ao Império Romano, que desenvolveu uma sociedade profundamente normatizada e hierarquizada, onde a nobreza tinha alguns hábitos diferentes da plebe. Mas após o fim do Império, séculos foram necessários para formar outros centros que se marcassem pelo refinamento e bom gosto. No século XII a corte de Wartburg (Alemanha) era famosa pela suntuosidade e pelos festivais de música, e a cidade de Constantinopla, hoje Istambul (Turquia) continuava esbanjando todo o esplendor da corte bizantina. Entretanto, lugares como esse ainda eram distantes não só da grande massa camponesa e urbana, mas também de nobres, reis e príncipes de outras regiões do continente, que se encastelavam em fortalezas e se mantinham em seus feudos, cuidando da produção e se ocupando de outras atividades, a principal delas a guerra.

Portanto, apesar de um pequeno séqüito estar sempre próximo ao rei, não havia uma corte ou cidade que agregasse a maior parte da nobreza num único espaço, até porque a idéia de "capital" nacional só surgiria no final da Idade Média, ficando os reis na maior parte do tempo fiscalizando suas propriedades ou visitando cidades de vassalos, num sistema que em Portugal recebe o nome de "deambulação da corte". Assim podemos dizer a primeira vez em que a nobreza foi reunida sob um mesmo "teto" sob fins pacíficos e de agregação foi no palácio de Versalhes, no tempo do rei Luís XIV (Século XVII).

É então que se percebe mais facilmente o surgimento e, mais ainda, o sentimento de "diferenciamento" que torna os nobres diferentes dos plebeus e diferentes uns dos outros. Na verdade, alguns séculos antes os mais ricos já procuravam formas de serem diferenciados dos mais pobres, fosse através de roupas, palácios, jóias, etc. Mas longe de ser privilégio da nobreza, os burgueses mais abastados também queriam se diferenciar dos vilãos e camponeses. E assim, não só a aparência trataria de demarcar o nível social da pessoa, mas além disso todo o seu modo de vida, o seu comportamento, a sua educação.




Abrindo as Portas


Conselho Real de Nobres - Ordem Real 002/2006

Análise para posterior votação pedido de Gustav Graves, ex-cidadão sofista, submetido a esse Conselho tendo por objetivo a emissão de um conselho, por parte dos Lordes.

Os lordes votaram favoráveis ou contrários à inclusão do príncipe de Pathros, Gustav Graves Logos, na antiga lista do Principado, para pesquisar no acervo da mesma.

Nobres Presentes:
Lorde Maior - Duque de East-Point - S. A. Jorge Casagrande Delli
Arquiduque de São Lourenço - S. A. Felipe Fonte
Duque de Port Hope - S. A. R. Lucius I
Duque de Sherbrooke - S. A. Manoel Augusto S. R. F. Alves
Marquesa de New Glasgow - S. G. Fernanda Delli
Marquês de Belleville - S. G. Ricardo Ribeiro - Não Votante
Marquês de Fontainebleau - S. G. Fernando Delli
Marquês de Nouvelle-Labrosute - S. G. Marcelus Silva
Marquês de Beauvais - S. G. Valentim S. da Costa

Votação: de 28 a 31 de março.

Resultado: SIM, o pedido de Gustav Graves deve ser acatado, com condições de que dure 5 dias, prazo de início e término definido.

Decisão Real:

"Fica autorizado pedido do requerente, sendo permitido seu acesso à lista histórica a partir do dia nove do presente mês e que perdure por cinco dias. A chefia do Moderador se encarregará dos procedimentos junto ao servidor de emails.
Conste o extrato da OR 2/2006 e da presente decisão no próximo O Arauto do Principado de Sofia, a fim de dar ciência à população.
Cumpra-se."


S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia


Falando sobre Porto claro



por Sir João Henrique S. R. F. Alves - CDF
Embaixador sofista na República de Porto Claro



Escrever sobre relações internacionais é sempre um desafio. Uma palavra mal colocada, uma consideração mal feita e está criado o desastre. Porém a missão de escrever sobre os trabalhos diplomáticos que Sofia mantém com a República de Porto Claro me foi confiada, dessa forma tentarei ser fiel às minhas impressões.

Fui destacado para ocupar a embaixada sofista em Porto Claro, em outubro de 2005. Após as tratativas inicias entre nosso Chanceler e o Ministro das Relações Exteriores, tive o prazer de desembarcar naquela nação no dia 19 do mesmo mês. Fui precedido pelo ex-diplomata André Van Butten, conde de Chambord, que hoje não é mais micronacionalista.

As impressões que carrego hoje, são muito diferentes das que tive ao desembarcar. Apesar de ser muito bem recebido, a cordialidade e a amizade daquele povo ainda não eram possíveis de serem sentidas. Hoje percebo o quanto aquele povo é unido. Não a união da amizade ou da concordância, são unidos pelo ideal micronacionalista praticado ali.

Tantos anos de história e tantos eventos de difícil superação, moldaram o caráter daquele povo.

Não bastasse o caráter de nossos amigos, tive também o privilégio de conviver com os diplomatas daquela nação. Além da grande capacidade conciliadora demonstrada na OMU, Porto Claro se destacou pelo debate constante com o povo, abrindo sempre o canal para ouvir opiniões divergentes e responder conforme as convicções de suas decisões. Uma aula de diplomacia interna e externa.

Também assisti às ações de aproximação entre Sofia e Normandia, um trabalho conjunto do Chanceler Manoel Augusto e os diplomatas portoclarenses. Trabalharam ainda na transferência de tecnologia do sistema de imigração, projeto que ainda não foi concluído.

A nação de Sofia e Porto Claro são diferentes, as características de nossos povos são diversas, entretanto representar nossa nação em Porto Claro é um prazer, um aprendizado.

Informações interessantes:
Sofia assinou com Porto Claro e outras 5 nações, o Embargo a Reunião. Uma demonstração de união e força diplomática em prol de um micronacionalismo mais justo.
Atualmente Porto Claro recebe oficialmente 6 missões diplomáticas (fonte: site de Porto Claro).
São sofistas em Porto Claro, além do embaixador, Eduardo Almeida - aluno da universidade local em um curso de HTML, Cecília Delli, Leonardo Reis e Nilo Eypel.
Segundo dados do Yahoogrupos, Porto Claro obteve o segundo maior índice de mensagens postadas na lista nacional (listapc@yahoogrupos.com.br) no mês de março, com 2252. O mês de maior volume foi setembro de 2003 com 2665 mensagens postadas.
Um novo presidente foi eleito - por voto direto - no dia 15 de março, seu nome é Sávio Erthal Moraes. Com ele, 8 senadores irão orientar os trabalhos daquela nação pelos próximos 6 meses.



Novos cavaleiros

Este mês a Ordem da Flor-de-Lis ganhou mais três cavaleiros, nomeados por S. A. R. Lucius I. São eles sir Nelson Barbosa, sir Rafael Luft e sir Eduardo Almeida.

Sir Nelson Barbosa em pouco mais de um ano no principado já tem uma longa carreira. Residindo desde sua chegada na província de Apuelo, é atualmente seu governador (sucedendo a 4 governos femininos). Além disso é o Secretário Geral da Assembléia de Fanes, já tendo sido o Presidente da Casa em legislatura anterior. Sir Nelson é famoso por ter opiniões polêmicas, e mais de uma vez já entrou em conflito com outros cidadãos, especialmente S. A. R. a princesa consorte Waleska, com a qual por diversas vezes se desentendeu.

Sir Eduardo Almeida reside na província anticostiana de Menier, onde é secretário provincial e dirige o periódico Micropost. Além disso é parlamentar pelo Partido Popular Sofista. Com sucesso, já foi o responsável pela organização de vários eventos na província, e é um de seus mais calorosos cidadãos.

Sir Rafael Luft, irmão de sir Eduardo Almeida, é também parlamentar pelo PPS e mora na província de Nouvelle Québec. Já foi presidente da Assembléia de Fanes e candidato a Primeiro Ministro nas últimas eleições, ficando em segundo lugar mas desistindo de disputar o segundo turno com o atual chefe do Poder Executivo, o marquês de Belleville. É hoje Ministro da Cultura do Principado.

Os três nomeados agora devem usar antes do nome a palavra "sir" e, como integrantes do 1º grau da Ordem da Flor-de-Liz, assinar com a sigla CF.


A Fala do Trono


Muito se tem discutido sobre a participação do Príncipe em instituições e atividades de outros poderes sofistas. A preocupação levantada é de que o Monarca tem poder de influência tal que poderia desviar as decisões de agentes públicos, como os parlamentares.

Preocupa-me o fato não de que tais debates tenham sido suscitados, mas de que eles encontraram algum eco entre nossos populares que, incautos, deixaram se levar por argumentos superficiais.

Em primeira análise, vejamos que os Assembleístas Sofistas, pessoas públicas articuladas que são, fiéis aos valores aos quais se comprometeram em face de seus eleitores durante o pleito, vinculados a partidos políticos sérios, não se deixariam levar frivolamente por quem quer que seja, salvo por fundamentados argumentos racionais, mediante razoável explanação.

Oras, crer o contrário seria desmerecer nossas instituições representativas democráticas, subvalorizar nossos representantes e desconfiar de nossa Democracia.

Mas vamos além! A todo e qualquer cidadão de nosso Principado é dada a faculdade, direito subjetivo, de manifestação de ideais e crenças políticas, sociais, culturais et cetera. O Monarca, mesmo pela situação especial que exerce - e especialmente por ela - é cidadão em pleno gozo do direito de manifestação reservado a qualquer cidadão, nos termos das normas do ordenamento.

É verdade, sim, que cá e acolá há limitações a esse direito - refiro-me à necessidade de requerer a permissão do Presidente do Parlamento para a manifestação, razoável por questão organizativa.

Mas, antes que passemos ao cerne da questão, qual seja se pode ou não deve o Monarca se manifestar livremente em listas como a da Assembléia de Fanes, peço a atenção para o fato de que, como já conversado em último encontro entre o Duque de East-Point, o Ministro da Justiça e a pessoa do Monarca, eu sou muito mais ouvido pelos legisladores em função de meus anos dedicados ao ministério jurídico no Principado de Sofia do que pelo fato de ser Príncipe. Em outros termos, tenho maior capacidade de participação nas decisões por ser jurista experimentado do que por ser o Monarca.

Mas, como não poderia deixar de ser, vamos além! A Constituição Nacional do Principado de Sofia nomeia o Monarca um defensor do povo e instituições sofistas, seus interesses e postulados. A fim de viabilizar o cumprimento dessas funções, nossa Norma Maior garante determinadas prerrogativas àquele que ocupa a Chefia de Estado do Principado. Entre elas, vale destacar para o caso de que pode o Monarca, fazendo uso de direito que lhe é conferido, opinar em todo e qualquer assunto frente a qualquer instituição nacional na defesa - lembremos: perpétua - do Principado de Sofia!

Eis o porquê, mais que uma faculdade e direito, é dever do Monarca, na defesa e promoção dos anseios nacionais, tomar ativamente a parte que lhe cabe em face das demais instituições públicas do Principado - não de maneira forçosa - mas sim no mais pleno exercício da democracia participativa que reina em nossa amada nação.

S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia

 

 

O Arauto
Registro: 188.01.00.06/2006

Diretor-Geral:
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia

Diretor de Redação:
S. G. Valentim S. da Costa
Marquês de Beauvais

Produção:
Sir João Henrique S. R. F. Alves

Contatos:
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