Se alguém, por curiosidade, resolver ler as últimas edições do Arauto, poderá perceber a evolução de nossas estratégias para manter Sofia unida e forte. Felizmente, o Principado de Sofia possui este instrumento estável de registro de nossas idéias e esforços.
Mais uma vez, O Arauto traz uma imagem de nossa sociedade. Nessa tarefa mensal, passa-nos a ajudar, ao lado de S.A. Valentim da Costa e S.A. João Alves, o nosso amigo Danilo de Habsburg-Lorena, que nos oferece um interessante texto. Seja muito bem vindo, Danilo! S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca
Sofia bate recorde de mensagens
Conforme foi anunciado na Lista Nacional pelo cavaleiro sir Victor Avner, no mês de janeiro de 2008 foi quebrado o recorde mensal de mensagens em Sofia.
Até a finalização este jornal (27/01), foram enviadas à Lista Nacional de Sofia um total de 4160 mensagens no mês de Janeiro. O recorde anterior era de março de 2005, ainda no reinado de S. A. R. Casagrande I, de boa memória, com 4081 mensagens.
Também as listas provinciais têm recebido um grande número de mensagens. Apuelo apresenta 670 mensagens, número que não era alcançado desde agosto de 2007. Nouvelle Québec conseguiu 127 mensagens, quantidade superada pela última vez em setembro passado. Porto Cale registra 68 e-mails, recorde desde março de 2005. Menier, por sua vez, conta 311 mensagens, só superado pelas mensagens de dezembro de 2005.
Somando a Lista nacional e as listas provinciais, até este momento, Sofia conseguiu em janeiro movimentar 5.336 mensagens, sem contar as listas particulares.
CHS registra novos brasões
A Corte Heráldica de Sofia registrou neste mês sete novos brasões. São eles:
Brasão de nobreza - barão de Orillia - S. G. nelson Barbosa
Brasão de Dama - Lady Grazziele Buccinno de Rivno=Korosten
Brasão Familiar - Família Delli - S. G. Fernando Delli
Brasão Familiar - Família Luft - S. G. Rafael Luft Delli
Brasão de Nobreza - Barão de New Brunswick - S. G. Rafael Luft Delli
Brasão Familiar - Família Amröd Nolátári - Maurihtius Amröd Nolátári
Brasão Familiar - Família Freitas - Hugo Freitas
Em breve os novos brasões estarão expostos no site da CHS.
O Título de Príncipe por Danilo de Habsburg-Lorena Quando entramos para o Principado de Sofia, uma das primeiras coisas a que podemos nos perguntar é “Porque um principado?”. Qual seria, efetivamente, a diferença com um reino, ou um império. A diferença para com regimes republicanos é evidente, mas a diferença para com os demais tipos de regime monárquico não é tão clara. Um principado é um território monárquico, como já se disse. Sendo vassalo de outro estado (Principado de Gales) ou sendo um estado soberano (Principado de Mônaco) governado por um monarca sob o título de príncipe. Os principados costumam ser distintos de reinos, em geral, devido ao seu modesto tamanho, como acontece com Mônaco ou Andorra, mas também por não possuir soberania total, como acontece com Gales ou Astúrias. Há também os fatores históricos, como no caso da Catalunha medieval, que possuía um território que ia de Barcelona à Atenas e que possuía um soberano que além do título de príncipe, também tinha o título de rei (de Aragão). Na Idade Média o termo “príncipe” era usado no tratamento a qualquer soberano de terras feudais, tais como barões, condes, duques, dentre outros. Assim, o título não passava de uma distinção protocolar sem efeito sobre o território. Era uma forma de tratamento. Mas o título tem uma história mais antiga: ele vem do latim e significa “o primeiro cidadão”. A idéia que este título carrega foi fundamental na centralização de poder ocorrida no início do período imperial romano, a que chamamos Principado de Roma. O imperador romano possuía três títulos principais, sendo que dois desses títulos já existiam no período republicano: 1. Imperador: que dava o controle absoluto sobre o exército. No período republicano já havia “imperadores” em Roma. Em outras palavras, era um título próximo ao nosso “general”. Assim, as várias Províncias constituíam-se como diversas regiões militares: um possuía o império da Gália, outro, o império da Espanha, etc. Só a Península Itálica que não era administrada dessa forma, onde as tropas eram controladas diretamente pelo Senado romano. A marca de divisão entre a Itália e a Gália era o rio Rubicão e a sua travessia com tropas significava uma declaração de guerra ao Senado – uma guerra civil. 2. Pontífice Máximo: o controle sobre as práticas religiosas. No período republicano esta função podia pertencer a qualquer general “imperador” ou senador. 3. Príncipe: “o primeiro cidadão”, criado para o primeiro Imperador (Augusto). Este título justificava que ele possuísse os outros dois títulos. Isto foi só para se ter uma idéia da variação de sentido e das origens do título. O Principado de Sofia pode ter sido, no início, justificado pelo seu modesto tamanho, mas hoje é a tradição, a História, que fundamentam este título que, hoje, é carregado de um glamour e de uma graça particulares. Como negar que ao citar o nome “Mônaco” não nos passe pela cabeça um ar de refino e sofisticação? Heráldica sofista:
O escudo
O último mês registrou a produção e apresentação de brasões novos num número sem precedentes em Sofia. Dessa forma, estamos iniciando uma série básica sobre alguns fundamentos da heráldica utilizada em Sofia. Hoje trataremos sobre algumas especificações do escudo.
O escudo é a parte principal de qualquer brasão. É por ele que se identifica o titular, pois apresenta os sinais únicos que distinguem todos os portadores de brasão.
O escudo pode variar de forma. Ela é definida de país para país, de época para época, e também segundo o detentor do brasão. Em Sofia seguimos tradicionalmente a forma dos escudos portugueses, que têm a ponta terminando em forma de semi-circunferência. Na Inglaterra, na França ou na Alemanha as formas são ou eram diferentes, e podem variar também pela moda ou pelo gosto do desenhista. Os escudos também variam de forma para representar o sexo do portador. Os homens usam o escudo tradicional, as mulheres usam um escudo em forma de losango.
O escudo é preenchido de uma cor, e as cores são classificadas de formas diferentes. O amarelo (ouro) e o branco (prata) são considerados metais. As demais cores são consideradas cores, ou tinturas (vermelho, azul, verde, preto, púrpura e outras mais modernas). Cores e metais não podem ser sobrepostos nos escudos (por exemplo, amarelo sobre branco, ou vermelho sobre verde), a maneira correta é sempre dispor cores sobre metais, ou vice-versa. Essa regra, no entanto, permite exceções. Em Sofia, a exceção pode ser vista no brasão de S. A. o duque de Welland, onde uma flor-de-lis de prata está sobreposta num campo de ouro.
Existem ainda as peles, esmaltes que imitam peles de animais como o arminho e o veiro, em diversas composições. O arminho, em geral representado na parte interna dos mantos, é tradicionalmente branco e preto. O veiro é normalmente azul e branco.
O escudo pode também ser dividido. Cada divisão do escudo recebe um nome diferente, e pode ter duas, três, quatro, até incontáveis partes. Os mais comuns são o partido (como o brasão do arquiduque de São Lourenço):
O cortado, como no brasão da marquesa de New Glasgow:
E o esquartelado, como no brasão do duque de Welland, já mencionado.
O escudo recebe, sobre ele, as figuras. As figuras podem ser animais, seres da natureza, minerais, pessoas ou partes do corpo, seres mitológicos, armas ou objetos mitológicos. Elas podem, ainda, ser representadas na sua cor natural ou outra cor qualquer, e em variadas posições. A quantidade e a posição que ocupam no escudo deve ser especificada, pois não há limite para a ordenação e aplicação das mesmas.
Por último, o escudo pode ainda receber honrarias, peças específicas que, antigamente, eram concedidas diretamente pelo soberano. Em Sofia as honrarias podem ser incluídas nos brasões sem necessidade de autorização do Príncipe. São exemplos de honraria a faixa, uma listra grossa colocada no meio do escudo, como no brasão do barão de Lindsay:
Também a banda, faixa colocada perpendicularmente sobre o escudo, como o do duque de Cornwall:
Há, também, a cruz, como no brasão da condessa de New Hampton:
Ou a bordadura, uma moldura como no brasão da marquesa de New Glasgow, já referido.
A combinação de cores, honrarias, divisões e figuras resulta na grande variedade de desenhos que podemos observar no site da CHS.
Abrindo as portas
Votações concluídas no plenário do Conselho Real dos Nobres no mês de janeiro de 2008:
Lordes presentes:
Marquês de Fontainebleau - S. G. Fernando Delli - Lorde Maior
Duque de Port Hope - S. A. R. Lucius I CGCoF
Duque de Sherbrooke - S. A. Manoel Augusto S. R. F. Alves CCF
Duque de Cornwall - S. A. Paulo Martins
Duque de Gaspè - S. A. João Henrique S. R. F. Alves CDF
Duque de Beauvais - S. A. Valentim S. da Costa
Marquês de Belleville - S. G. Ricardo Ribeiro
Marquês de Nouvelle-Labrouste - S. G. Marcelus Silva
ODR 01/2008 (concluída em 14 de janeiro)
Resultados:
Deliberação 1: Consulta da Chanceler sobre a assinatura do tratado de cooperação entre o Principado de Sofia e o Império Alemão
Resultado: aprovado
A Fala do Trono
O Principado de Sofia alcança mais uma vez uma marca histórica. Mais de 4.100 mensagens já foram enviadas à nossa Lista Nacional e sequer houve o fechamento do mês. E lembremos que a esse número não estão agregados os montantes relativos às listas provinciais e a dos órgãos públicos, cujos movimentações também têm sido bastante relevantes.
É claro que se trata de um pico proporcionado pela disponibilidade de nossos cidadãos. Os meses de dezembro e janeiro costumam trazer consigo, anos pós ano, um largo volume de novos projetos e empreendimentos, o que se reflete no número de mensagens que vemos circular por nosso Principado. Esse "boom" de mensagens mostra a boa saúde do Principado de Sofia, mesmo quando muitas nações infelizmente amargam períodos de dura fragilidade. Isso pode significar que pudemos construir, ao longo dos últimos meses - ou anos - uma fundação bastante segura sobre a qual nossa sociedade subsiste, sempre em expansão. Ao que tudo indica, nós fizemos as apostas certas. No entanto, precisamos ter em mente que os projetos devem ser sustentáveis ao longo de todo o ano. Criar novos caminhos e inovar é necessário, mas devemos sempre ousar segundo nossos já conhecidos limites e possibilidades futuras. Vamos todos zelar pela continuidade e estabilidade de nossos trabalhos, sejam eles no ramo público ou na atividade privada. De toda forma, parabéns, Sofistas! S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia
Grão-Colar da Ordem da Flor de Lis
Duque de Port Hope
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