Nesta edição, O Arauto traz um grande volume da melhor informação. Trata-se de uma oportunidade para conhecermos melhor os símbolos das dinastias históricas e compreendermos melhor a nossa própria Monarquia.
Sem dúvidas, nossos redatores trouxeram excelência em suas palavras. Estamos certos de que todos apreciarão.
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca
Mudanças na Chancelaria
Como forma de agilizar e aprimorar os trabalhos na Chancelaria. o Chanceler Real João Henrique S. R. F. Alves, duque de Gaspè, determinou mudanças entre as embaixadas sofistas no exterior.
As transferências de embaixadores já estão ocorrendo.
Os Símbolos Reais do Faraó por Danilo de Habsburg-Lorena B.S.R.F. Alves Toda realeza possui os seus símbolos de poder e prestígio, a coroa, o cetro, ou mesmo detalhes que possuem todo um conteúdo como signo de que o seu portador carrega o poder, ou a idéia de um poder. Vale observar esses símbolos em várias sociedades, e com o Egito Antigo, mais ainda, visto a sua antiguidade e, logo, o seu pioneirismo na instituição de símbolos usados até hoje. As Coroas Branca e Vermelha Antes de o Egito ser unificado sob o reinado de Narmer-Menés (segundo o historiador grego Mâneton de Sebennitos), o Baixo-Egito (região do Delta do Nilo) e o Alto Egito (de Mênfis e para sul) eram controlados por vários chefes locais, que foram sendo submetidos à medida que o poder se centralizava. O faraó, então, para representar o seu controle sobre as duas regiões, criou uma coroa que simbolizasse essa união: 1. A Coroa Branca “Dcheret”, do Baixo-Egito 2. Coroa Vermelha “Hedjet”, do Alto-Egito 3. Da união das duas, surge a Coroa “Pschent”, do soberano de “Kemet” (terra vermelha). Veja a imagem do link 1. http://www.cliohist.net/college/sixieme/egypte/pschent.jpg Símbolos da Unificação do Egito Além da dupla coroa, outros símbolos da unificação acompanhavam a imagem do faraó: O Baixo-Egito era representado pela deusa Uadjit (uma serpente), e pelo papiro. O Alto-Egito era representado pela deusa Neckebet (um abutre), e pelo junco. Veja a coroa na Imagem do link 2. http://estaticos01.cache.el-mundo.net/elmundo/imagenes/2005/10/29/1130599695_0.jpg A Coroa “Nemes” Outra coroa usada pelos faraós, de significado não tão claro. Veja-a na Imagem do link 2. Constituía-se por um tecido preso à testa por uma tiara com algum diadema, o tecido caía sobre os ombros para frente. Atrás o resto do tecido era preso com um anel. Coroa Azul “kheprech” O kheprech, na Imagem do link 3, (dito “coroa azul” em função da coloração usada em sua representação em pinturas) foi erroneamente chamado de “coroa de guerra”, já que sua imagem é bastante vista em contextos bélicos. Mas, a coroa foi usada desde os primórdios da História do Egito Antigo, tenho diversas significações. Foi durante o Reino Novo, com o surgimento da imagem do faraó-guerreiro, que essa coroa ganhou uma conotação guerreira de forma mais clara. http://www.crystalinks.com/amenhotep3a.jpg A Cartela Real A Cartela (Imagem do link 4) era onde o nome do faraó era inscrito. O faraó possuía cinco nomes, dois deles eram escritos na Cartela, o primeiro era o nome de trono (nome de Rá) e o segundo era o nome de nascimento. A escrita, para os egípcios como para outros povos proto-históricos, possuía uma idéia sagrada, de eternidade. Assim, escrever o nome do faraó fora da Cartela protetora significava pôr a integridade do faraó, e do país, em risco. http://hieroglifos.com.sapo.pt/ramses2.jpg Wsr-Maat-Ra Stp-N-Ra A verdade e a Justiça de Rá
Ra-Ms-S Mry-Imm (Filho de Rá, escolhido de Amon) O Cajado “hekat” e o chicote Eram os cetros reais mais representados com os faraós. Ambos podem ter se originado na época em que os chefes tribais cuidavam do rebanho e do gado e tinham que “tratar” dos escravos diretamente. O faraó, assim, como proprietário das terras do Egito, assume a imagem do grande pastor, domador, pacificador do Reino. Veja nas Imagens dos links 2, 3 e 5. http://www.greatdreams.com/myth/amenhotep.gif Heráldica sofista:
O paquife
Continuando nossa apresentação da heráldica sofista, já vista na edição anterior com um artigo sobre o escudo, hoje partimos para o paquife.
O paquife é um pedaço de tecido que era usado pelos cavaleiros em combate ou em torneios, colocado na parte posterior do elmo. Servia de dupla proteção para o pescoço: contra o sol, que em determinadas épocas do ano ou em regiões menos temperadas poderia causar grandes danos sem proteção; e como defesa contra um eventual golpe de lâmina, ou flecha, que viesse atingir o guerreiro nessa parte do corpo (a parte de trás do pescoço).
Ao representar o elmo, que veremos seguidamente, a heráldica decidiu, muitas vezes, representar o paquife. A convenção, ainda, estabeleceu que o desenho traria o paquife roto, como se tivesse sido estraçalhado durante uma batalha, como forma de simbolizar a bravura do nobre detentor do brasão. O paquife era na verdade um pano inteiro, mas nos brasões ele é sempre representado rasgado e esvoaçante, servindo de moldura para o escudo.
Na representação de brasões femininos, a tradição de alguns países determinava que o paquife fosse desenhado inteiro, sem qualquer marca de batalha. O objetivo era retratar o papel da mulher, que geralmente se mantinha afastada de qualquer assunto militar (ainda que mulheres por vezes acompanhassem seus maridos nas campanhas, ou mesmo outras que partiam como serviçais, ou eram usadas para a diversão dos soldados). Essa nunca foi uma convenção geral, tanto que em Sofia o paquife das mulheres é representado estraçalhado como o masculino, como vemos no brasão da baronesa de Chambly:
Os religiosos, quando ostentavam um brasão que não era eclesiástico, também tinham o paquife geralmente inteiro. Como as mulheres, a teoria dizia que os padres e bispos deviam se manter longe dos combates, ainda que seja comum ver, na Idade Média, bispos comandando exércitos particulares como qualquer outro senhor feudal.
As regras heráldicas dizem que o paquife deve conter duas das principais cores do brasão, sendo uma cor (vermelho, verde, azul, preto, etc.) e um metal (cinza ou amarelo). A parte exterior do paquife deve ser de cor, e a parte interior do metal. No entanto essa regra pode ser quebrada sem qualquer problema.
Em Sofia um brasão que inverte essa regra de cores é o do barão de Le Arles:
Já um brasão que segue a regra é o do barão de Orillia:
Um caso curioso é o do Brasão Nacional de Sofia. O paquife deve ter as duas cores nacionais, o vermelho e o branco. No antigo desenho, feito pelo duque de Welland, o paquife era vermelho e amarelo, esse amarelo em alusão às cores do elmo e dos leões que servem de apoio. Na versão atual o mesmo duque de Welland corrigiu as cores do paquife, mas no entanto deixou que a posição delas (exterior e interior) fosse invertida. Por isso nosso Brasão tem o metal na parte de trás, e a cor na parte da frente do paquife:
Abrindo as portas
Nenhuma votação foi concluída no plenário do Conselho Real dos Nobres no mês de fevereiro de 2008:
Lordes presentes:
Marquês de Fontainebleau - S. G. Fernando Delli - Lorde Maior
Duque de Port Hope - S. A. R. Lucius I CGCoF
Duque de Sherbrooke - S. A. Manoel Augusto S. R. F. Alves CCF
Duque de Cornwall - S. A. Paulo Martins
Duque de Gaspè - S. A. João Henrique S. R. F. Alves CDF
Duque de Beauvais - S. A. Valentim S. da Costa
A Fala do Trono
Após termos alcançado o mais elevado volume mensal de mensagens de toda nossa história, entramos no mês de fevereiro e passaremos ao mês de março com uma missão muito importante: amadurecer!
Devemos selecionar dentre os vários projetos os que realmente tem forças para se manter no longo prazo. Devemos amadurecer nossas idéias e nossos anseios. Devemos adaptar os primeiros planos aos fatos e fazer de nossas atividades a expressão sensata de nossos pensamentos.
Nossa Nação ainda tem muito a crescer, muito a se desenvolver. Novidades ainda virão. Mas precisamos manter em mente a necessidade de amadurecermos nossos projetos, públicos ou privados, para que se façam ainda mais sustentáveis e perenes.
Sei que podemos fazer isso, novamente.
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia
Grão-Colar da Ordem da Flor de Lis
Duque de Port Hope
O Arauto Diretor Geral
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia
Diretor de Redação:
S. G. Valentim S. da Costa
Duque de Beauvais
Produtor:
S. A. João H. S. R. F. Alves
Duque de Gaspè
Distribuição:
Ensotel
Caixa postal:
Edições anteriores:
|