- 26 de setembro de 2006 -

 

Eis que O Arauto do Principado de Sofia retorna tal qual deve sempre ser.

Sem dúvidas, a coragem de nossos membros possibilitou sua existência mesmo em tempos do mais difícil obstáculo.

Hoje, trazemos algumas informações a respeito de algumas das atividades do Poder Moderador. O Conselho Real dos Nobres, tal como deve ser, tem auxiliado muito meu Gabinete nesta retomada. Nossos nobres continuam a ser, como sempre, o coração de nossa Nação. Não por outra razão, as honrarias e reverências são absolutamente devidas aos nossos Lordes e Ladies.

Luciano Trindade, velho micronacionalista e novo sofista, dá importante colaboração a nosso periódico: traz a visão de quem consegue diagnosticar problemas e reconhecer desafios. Obrigado, Trindade.

Por fim, meus mais carinhosos agradecimentos ao Marquês de Beauvais, meu amigo Valentim, verdadeiro escudeiro d'O Arauto.


S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia


Retorna o Príncipe Monarca


Retornou ao principado, no início deste mês, S. A. R. Lucius I, Príncipe Monarca de Sofia. O retorno do Príncipe pôs fim ao período de regência, que durou mais de dois meses, onde o Poder Moderador ficou temporariamente a cargo do Conselho Real dos Nobres, liderados por S. A. o duque de Sherbrooke, Manoel Augusto Schell Ribas de Freitas Alves, Lorde Maior interino na ausência de S. A. o duque de East-Point, Jorge Casagrande Delli, Lorde Maior do Conselho.

S. A. R. voltou à atividade plena e com energia dobrada. Já convocou os funcionários do Poder Moderador a se reunirem para relatarem a situação de cada órgão, e vem despachando os assuntos ordinários junto ao Conselho.


Viva Sofia


Foi celebrado no último dia 8 o oitavo aniversário da Independência de Sofia. Conforme as cerimônias tradicionais, S. A. R. foi ao Museu da Independência e colocou uma coroa de lírios - a flor nacional sofista - aos pés do monumento dedicado ao rei Julio Fonte, o legendário fundador do principado.

Após a cerimônia e a execução do Hino Nacional e hasteamento da Bandeira, S. A. R. recebeu os cumprimentos da população na saída do Museu.


Chanceler comparece ao Conselho


O chanceler de Sofia, S. G. Hugo Paris, conde de Brantford, compareceu no dia 13 de outubro ao Conselho Real dos Nobres, quando em regência, para tratar sobre o andamento da política externa do principado.

Fazendo uso das atribuições concedidas pelo seu Estatuto, os lordes votaram e chamaram o Chanceler para ser argüido. O motivo foi a aprovação da Convenção de Nova Corintho pela Assembléia de Fanes sem que a mesma tivesse sido aprovada pelo Conselho, previamente. Após a conversa o chanceler se comprometeu em submeter os tratados primeiramente ao Conselho dos Nobres, e o Conselho ratificou a decisão do Parlamento e promulgou o texto da Convenção.


"Morte" micronacional alcança a nobreza


A polêmica lei da "morte" micronacional, aprovada pela Assembléia de Fanes e sancionada pelo Primeiro Ministro, sir Nelson Barbosa, deve causar impacto em vários setores do país, como nas contas do BIS ou no mercado imobiliário. E em especial, a lei deverá causar impacto dentro da nobreza sofista, atingindo vários ex-cidadãos que ainda mantém seus títulos nobiliárquicos. São estes:

Duque de Acádia - Bruno Cardoso
Duque de Micenas - Bruno Cardoso
Duque de Welland - Raul Marquardt
Duque de Branff Springs - Luiz Buchu
Marquês de Nouvelle Chareau - Bruno Crasnek Casagrande Delli
Conde de Riel - Hugo Freitas
Conde de Yorkton - Wincenty Lech
Conde de Nova Dijon - Vinícius Januzzi
Conde de Nova Beaujeu - Marvin Sapotis Adamatti Paris
Conde de Vernon - Gabriel Aga
Conde de Glastonbury - Marcus Maclachlan
Barão de Barrie - Rodrigo Lui
Baronesa de Chambly - Vanessa Messias
Baronesa de Corner Broke - Kate Delli
Barão de Liancourt - Leandro Martins
Barão de Lindsay - Thiago Augusto Casagrande Delli
Barão de Orilia - Felipe Esteves
Barão de Chablis - McMillan Hunt
Baronesa de La Tourette - Karen Pu Yi Ching

Cabe lembrar que a lei somente se aplica aos nobres que estiverem fora do micronacionalismo, e que serão considerados vivos todos aqueles que residem nas nações reconhecidas por Sofia. Caso haja algum nobre citado na lista que esteja nesta situação, entre em contato com a redação do jornal e obtenha as informações de como regularizar a situação.

saoremigio@yahoo.com.br


Um novo sofista

Por Luciano Trindade


Há alguns dias fui convidado pelo “Arauto” a tecer comentários sobre as perspectivas que um novo sofista tem para nossa nação. Sou um “novo” sofista, mas um “velho” micronacionalista; de forma que minha visão sobre o tema é peculiar.

Um novo micronacionalista chega a Sofia (ou a qualquer outra micronação) um tanto quanto perdido. Está curioso e atraído pela novidade, mas não sabe exatamente como participar. Aqui cabe um parêntesis: É o serviço de Imigração/Integração que assegura a continuidade da participação do novato, a simples inclusão de seu nome e apresentação à comunidade não garante a continuidade da participação do novato. Ao contrário, é caminho certo para sua saída.

Se Sofia resolvesse se tornar a maior micronação lusófona em número de súditos ativos, deveria contar com a colaboração de todos os atuais cidadãos no sentido de implementar um sistema de tutoramento ou, usando uma terminologia mais cult, um programa de coaching e mentoring.

Passado este primeiro momento, o novo sofista já deve ter um razoável entendimento do sistema de governo, monetário, partidário e de toda estrutura do principado. Daí a perspectiva é de colaborar com a evolução da nação. Para tal, obviamente, ele irá querer filiar-se a um partido, abrir uma empresa ou conseguir um emprego. Ao governo cabe, portanto, criar as facilidades que permitam ao cidadão mediano ser produtivo.

Muito embora não seja propriamente uma perspectiva, com o passar do tempo (se tudo der certo) o súdito vai criando laços relacionais. Estes laços, normalmente de amizade e companheirismo, é o que muitas vezes mantém o cidadão desmotivado na micronação. Ele não se interessa mais pela dinâmica micronacional, mas não abandona as listas de mensagens apenas para não perder contato. É claro que há como se resgatar estes súditos “semi-ativos”. Cabe ao poder público identificar os casos pontuais, resgatando-os da margem da sociedade.

Finalmente, ao apresentar os resultados de seu trabalho, o cidadão espera ter seu trabalho percebido. O feedback, positivo ou negativo, não só é necessário como fundamental. Claro que o que se espera são os elogios por suas ações: É o reconhecimento.

Então, em resumo, as perspectivas de um sofista, novo ou não, é:

1. Ser Integrado
2. Ser Participativo
3. Ser Reconhecido

Tendo em vista o modelo de ciclo social apresentado à cima, gostaria de ressaltar a importância de se dar espaço aos novos súditos. É como se diz no meio empresarial - Se você está sentado nos trilhos e observa um trem chegando: ou corra mais rápido, ou dê passagem!


Abrindo as Portas


Votação no mês de Outubro, no plenário do Conselho Real dos Nobres, em Regência:

Convocação do Chanceler Real
Baseado no § III, Art. 2º do Estatuto do Conselho dos Nobres (Lei 100/04)

Aprovado

Lordes Presentes:

Duque de Sherbrooke - S. A. Manoel Augusto S. R. F. Alves - Lorde Maior Interino
Marquesa de New Glasgow - S. G. Fernanda Nunes Delli
Marquês de Fontainebleau - S. G. Fernando Delli
Marquês de Nouvelle Labrouste - S. G. Marcelus Silva
Marquês de Beauvais - S. G. Valentim S. da Costa


A Fala do Trono


A morte micronacional de nobres é um tema que se impõe perante nós, Sofistas. A opção legislativa expressa a vontade de nossa Nação de que as exigências populares em relação à atividade sejam elevadas. Cidadão bom - e vivo - é aquele que se mantém como tal, não sendo suficiente seus feitos pretéritos.

Pois entre os nobres, esse desafio social tem ainda maior relevância. Imporá a morte civil, e nobiliárquica, de pessoas que nos foram fundamentais no nascimento e crescimento do Principado.

De um lado, parece muito adequado que os louros do passado sejam inscritos nas linhas da história, mas dêem espaço para que novos e vigorosos cidadãos sejam capazes de desenvolver a herança deixada e constituir, no presente, a Sofia de nosso futuro.

No entanto, o Poder Moderador tomará todas as medidas para que, mesmo que civilmente mortos, nossos honrados nobres sejam sempre lembrados. É fundamental que os sofistas do futuro estejam sempre em contato com a memória de Sofistas brilhantes como o Duque de Acádia ou o de Welland, pessoas essenciais para a que hoje chegássemos onde chegamos.

 

S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca e Defensor Perpétuo de Sofia
Grão-Colar da Ordem da Flor de Lis
Duque de Port Hope
Lorde Maior Interino

 

O Arauto
Registro: 188.01.00.06/2006

Diretor-Geral:
S. A. R. Lucius I
Príncipe Monarca de Sofia

Diretor de Redação:
S. G. Valentim S. da Costa
Marquês de Beauvais

Produção:
Sir João Henrique S. R. F. Alves

Contatos:
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